13 de nov de 2008

Realmente viver o Reino! (paret 1)

Hoje em dia falar do Reino não traz o mesmo peso que antigamente. Isso porque muitos já falam do reino, mas será que nossa idéia de Reino, o conceito que está sendo falado realmente é o que Jesus quis dizer quando Ele tratava desse assunto? Quando Jesus citava o Reino, estava lidando com dois assuntos, o Reino de Deus de Hoje (O reino do Senhor Chegou), e o reino como será vivido na vida vindoura (a parábola do tesouro no campo). Ambos são o mesmo reino, mas é o de hoje, que trata do nosso caráter como igreja.

Quero falar do Reino de Deus vivido HOJE.

A primeira coisa que quero ver sobre o “Reino HOJE” é aquilo que deve ser evidente na vida do Cristão... ou do CIDADÃO deste reino. Vejamos o que a Bíblia diz a respeito dessas características.

Mateus 6:31-34, Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

Mateus 7:12, Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas.

Filipenses 2:1-7 Se há, pois, alguma exortação em Cristo, alguma consolação de amor, alguma comunhão do Espírito, se há entranhados afetos e misericórdias, completai a minha alegria, de modo que penseis a mesma coisa, tenhais o mesmo amor, sejais unidos de alma, tendo o mesmo sentimento. Nada façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um os outros superiores a si mesmo. Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros. Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana.

Nos textos acima, vemos algumas coisas a respeito da vida cristã no cotidiano. Vamos dar uma pausa nesse pensamento para falar das origens desse conceito de REINO que está sendo cobrado aqui. Para isto devemos voltar para o Antigo Testamento. Vejamos 1 Samuel 8. Nesse capítulo o povo de Israel pediu um rei para ser como os da sua época. A gente vê algo semelhante a isso hoje quando lemos livros de romances medievais, ou assistimos filmes como Lancelot – O Primeiro Cavalheiro (com Richard Gere e Sean Connery). No final passamos a romantizar o conceito de um reino conforme as estórias que ouvimos. Imagine Israel, ao ouvirem as lendas dos cavalheiros dos reinos ao seu redor. Contos de bravura e valentia. Quando temos contato com os retratos realçados que se destacam entre a vida dura de um súdito, o povo admira e começa a se imaginar nessa realidade e passam a almejar essa vida. Versículos 19 - 22 do capítulo 8 dizem:

Porém o povo não atendeu à voz de Samuel e disse: Não! Mas teremos um rei sobre nós. Para que sejamos também como todas as nações; o nosso rei poderá governar-nos, sair adiante de nós e fazer as nossas guerras. Ouvindo, pois, Samuel todas as palavras do povo, as repetiu perante o SENHOR. Então, o SENHOR disse a Samuel: Atende à sua voz e estabelece-lhe um rei. Samuel disse aos filhos de Israel: Volte cada um para sua cidade. No capítulo 8 de 1 Samuel, vemos o resultado do povo ao receber essa influência. Tipo hoje, as estórias das novelas da TV têm levado muitos crentes a perderem paixão pelos princípios cristãos e assumem atitudes que entristecem ao Espírito Santo. Deus então fala aos Israelitas como será a realidade ao receberem o que desejarem. Versículos 11 – 18:

E disse: Este será o direito do rei que houver de reinar sobre vós: ele tomará os vossos filhos e os empregará no serviço dos seus carros e como seus cavaleiros, para que corram adiante deles; e os porá uns por capitães de mil e capitães de cinqüenta; outros para lavrarem os seus campos e ceifarem as suas messes; e outros para fabricarem suas armas de guerra e o aparelhamento de seus carros. Tomará as vossas filhas para perfumistas, cozinheiras e padeiras. Tomará o melhor das vossas lavouras, e das vossas vinhas, e dos vossos olivais e o dará aos seus servidores. As vossas sementeiras e as vossas vinhas dizimará, para dar aos seus oficiais e aos seus servidores. Também tomará os vossos servos, e as vossas servas, e os vossos melhores jovens, e os vossos jumentos e os empregará no seu trabalho. Dizimará o vosso rebanho, e vós lhe sereis por servos. Então, naquele dia, clamareis por causa do vosso rei que houverdes escolhido; mas o SENHOR não vos ouvirá naquele dia.

Segundo este trecho, o reino dos homens possui uma característica predominante: